Carteira de identidade digital – Projeto vai custar US$ 800 milhões

Categoria(s): Notícias
Data de Publicação: 06/10/2010

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Registro de Identificação Civil (RIC) será feito de plástico resistente, terá dois chips para armazenar dados e certificação.

A primeira experiência piloto da nova carteira de identidade digital, ou Registro de Identificação Civil (RIC), vai mobilizar um investimento de 85 milhões de reais, para emitir 100 mil cartões ainda este ano, e outros 1,9 milhão até o final do ano que vem. 

O projeto total de substituição dos RGs dos brasileiros por algo como 150 milhões de cartões munidos de chips e certificação digital está estimado em 800 milhões de dólares, a serem gastos ao longo de nove anos, segundo Paulo Airan, secretário-executivo do Comitê Gestor do RIC, do Ministério da Justiça. 

As normas determinam que cartão deverá ser feito de policarbonato (um plástico altamente resistente) e terá um certificado digital. Além disso, terá dois chips. Um servirá para aplicações que exijam a inserção do RIC em máquinas de leitura – tal como o de bancos, por exemplo. O outro será equipado com padrão RFID, para leitura de dados apenas por aproximação. Outra exigência é a de que tanto o cartão como os chips durem ao menos 10 anos.

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Modelo da nova carteira de identidade

A escolha do primeiro Estado a participar do teste deve ser feita na próxima 6ª feira (1º), entre aqueles que se candidataram para essa emissão inicial, feita com recursos do ministérios Justiça. Serão priorizados os que têm melhor estrutura física e tecnológica, especialmente os sistemas Afis (Sistemas Automáticos de Identificação de Digitais). Considerados os itens mais caros do processo, são responsáveis pelo processamento das informações biométricas. Já contam com essa solução e são candidatos ao projeto Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Maranhão e Alagoas, além do Distrito Federal.

Os 100 mil cartões serão emitidos pela Casa da Moeda. A coleta do dados biométricos (como impressões digitais e assinatura) será feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (50%) e pelos órgãos de identificação estadual (os outros 50%). Com a grande escala do projeto, Airan avalia que o custo do cartão fique entre 13 reais e 14 reais. A certificação digital está em análise, mas deve custar em torno de 20 reais, para as 100 mil unidades, e menos do que isso na aquisição dos 1,9 milhão em 2011. No mercado, hoje, essas certificações para pessoas físicas saem por 25 reais, em média.

Redução de fraudes

Por enquanto, o projeto vai ser tocado com recursos federais. Mas a expectativa do governo é que, futuramente, para chegar à base de 150 milhões de identidades ativas, os Estados, e também alguns segmentos comerciais, arquem com parte dos gastos. Por exemplo, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) vai participar das próximas discussões do Comitê Gestor do RIC, e, segundo Airan, estaria disposta a apoiar a iniciativa. As instituições financeiras poderiam, por exemplo, compartilhar os investimentos, especialmente em estados mais pobres, e utilizar as certificações digitais para reduzir as fraudes de internet banking.

Renato Martini, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), órgão federal responsável pela auditoria das certificadoras e pela chave pública brasileira (onde estão guardados os pares públicos que combinam com os pares criptografados das chaves de certificação digital), lembra que os cartões também precisarão ser renovados periodicamente. O cartão tem vida útil de dez anos; e uma das propostas, diz, é propor estender a validade das certificações para cinco anos (atualmente, são três). Ou, completa Airan, alterar as normas que só permitem renová-las uma vez, para que isso possa ser feito repetidas vezes.

“O RIC é a maior janela de oportunidade de fazer a certificação digital chegar ao cidadão comum. As empresas já usam, não vivem mais sem ela. Mas, para o cidadão, é preciso uma estratégia massificadora”, diz Martini. 

A lei que criou o RIC é de 97, mas sua regulamentação foi feita só em maio deste ano, por decreto presidencial. Originalmente, a lei concentrava no RIC todos os demais documentos (CPF, Pis/Pasep, título de eleitor, etc.). No ano passado, contudo, a Casa Civil entendeu que não havia consenso entre os vários ministérios. “A estratégia, agora, é de adesão e de convencimento. Ou seja, vamos fazer um documento mais seguro, com grande qualidade, e ofertar ao País. Naturalmente, outros órgãos podem descobrir suas vantagens e ter interesse em aderir”, explica Martini.

Curso: O Documento Eletrônico para Engenharia e Arquitetura

Categoria(s): Cursos e Treinamentos
Data de Publicação: 30/07/2010

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Realização
Programa Cursos e Eventos/Crea-ES.

Parceria
PROGED SOLUÇÕES PAPERLESS

Datas
20/8/10

Horário
9h às 17h

Local
Auditório do Crea-ES
Av. César Hilal, 700, 1º andar, Bento Ferreira – Vitória, ES.

Apresentação
O documento eletrônico está amplamente difundido e é utilizado pela grande maioria das organizações, nas mais diversas áreas de conhecimento. Diversas questões como a segurança, o valor legal e a preservação dos documentos são sempre importantes, uma vez que o acervo documental de uma organização é uma medida de seu valor.

O documento tradicional em meio papel é frágil, vulnerável a fraudes e caro para se armazenar e preservar – alem do problema ecológico que é gerado com o seu acúmulo.

Plantas, desenhos, esquemáticos, cronogramas, orçamentos, propostas, etc., todos os documentos utilizados em empresas de Engenharia e Arquitetura, já são gerados em formato digital. Estes documentos, inclusive os documentos digitalizados podem e devem atender aos requisitos de segurança e validade legal. Estes e outros tópicos serão abordados neste curso.

Objetivo
Apresentar e mostrar na prática as técnicas de utilização do documento eletrônico assinado digitalmente e das mensagens eletrônicas seguras aos profissionais da área, destacando a segurança envolvida e a validade jurídica adquiridas com a utilização das técnicas de certificação e assinatura digital. Nas sessões práticas serão vistos os conceitos de criptografia simétrica e assimétrica, correio eletrônico seguro, assinatura digital e alguns exemplos de uso em websites e em documentos notarizados, produzidos por cartórios. Algumas ferramentas de segurança serão apresentadas na prática e demonstrado seu uso a nível pessoal e de organização

Público Alvo
engenheiros, arquitetos e demais profissionais de áreas correlatas, enfim, todos os profissionais que desejam agregar maior segurança e adicionar validade legal a documentos e mensagens, bem como todos envolvidos no ciclo de vida do documento, desde sua produção, revisão, distribuição, armazenamento, busca, recuperação, back up, até o seu descarte.

Conteúdo Programático

  • Introdução – a revolução digital e as mudanças na sociedade da informação.
  • A modernização administrativa.
  • A Internet – sua arquitetura e vulnerabilidades.
  • O documento – definições e validade legal.
  • O documento em papel e a barreira cultural
  • O documento eletrônico – definição e utilidades, valor legal.
  • A eficácia probatória dos documentos.
  • A questão da segurança documental.
  • A segurança em documentos eletrônicos.
  • A certificação digital – definição e conceitos.
  • Base jurídica – as leis modelo da UNCITRAL e a MP 2200-2.
  • A ICP Brasil e sua estrutura atual.
  • A base tecnológica.
  • O certificado digital – tipos e formas de obtenção.
  • Aplicações da certificação digital.
  • Práticas com criptografia simétrica e cálculos de hash.
  • Gerando certificados digitais.
  • Práticas com assinatura digital – assinaturas simples, sincronizada com a HLB, co-assinaturas e assinaturas em lote.
  • Exemplos práticos de correio eletrônico seguro.
  • Dúvidas.
  • Avaliação do Treinamento e avaliação do curso.
  • Comentários finais e encerramento.

Metodologia
Exposição teórica e demonstrações práticas, intercaladas.

Instrutor:
Eduardo Carneiro Sarlo – Formado em Engenharia Elétrica com especialização em Telecomunicações (PUC-RJ) e Analise de Sistemas. Diretor técnico da Proged Soluções Paperless é consultor do SINOREG-ES – presta serviços de consultoria, implantação de soluções e treinamento a diversas organizações na área de gerenciamento eletrônico de documentos, certificação e assinatura digital, desenvolvimento de sistemas web e portais de relacionamento, com diversos trabalhos publicados em revistas, jornais, e sites – palestrante em diversos eventos e apresentações em organizações tais como UFES, TJ-ES, SUCESU-ES, UVV, UBQ, CVRD, CST, CENADEM, SINOREG-ES, CNB-SP, INTERLOGOS-ES, ARPEN-SP, etc.

Valor do Investimento
R$ 350

Desconto
10% para profissionais cadastrados no Crea-ES (à vista).

Incluso no Valor do Investimento
Apostila

Inscrições e Informacões
PROGED SOLUÇÕES PAPERLESS
treinamento@proged.com.br
(27) 3062-3777
(27) 8811-7641

Energia verde: Google

Categoria(s): Notícias, Sustentabilidade
Data de Publicação: 20/05/2010

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Energia verde quer dizer energia alternativa, algo que reduza o preço da energia, um dos principais custos operacionais nos data centers. Google quer abaixar seus custos.

Vira e mexe, o Google aparece na mídia graças as suas iniciativas verdes no uso de energia. Já até apareceu pressionando o governo americano para diminuir o uso de carvão e de petróleo.

Mas será que o Google está tão preocupado assim com o planeta? Será que se estivessem realmente preocupados, teriam mesmo vindo para o Brasil discutir sobre biodiesel em seu avião particular, um Boeing 767 remodelado que gasta 1.550 galões de combustível por hora?

Este luxo é comum em empresas deste porte? Claro que é, mas este é justamente o meu ponto. Neste aspecto, o Google é uma empresa como outra qualquer.

E talvez por isso, pode existir uma outra possível explicação para este engajamento verde. Menos romântica, mas muito mais simples.

Se olharmos hoje para o Google, de onde vem a maior parte do custo hoje?

A resposta seria em duas frentes: inteligência e data centers.

Se explodirmos as duas frentes, chegaremos em uma lista mais ou menos assim: mão de obra, computação (processamento, armazenamento e memória), tráfego (links), aluguel e energia elétrica (incluindo o necessário para resfriar o local).

Com o avanço da tecnologia, está tudo ficando mais barato. Mesmo o custo do aluguel, que não é ligado diretamente a tecnologia, também tende a diminuir, pois com o auxílio da internet, é possível fazer uso de mão de obra a distância e buscar lugares mais baratos para escritórios e data centers.

Mão de obra eu também defenderia que tende a ficar mais barato, mas não importa. Mesmo que não fique, o importante é que, de todos acima, o único componente que não deve cair o preço e que o Google pode fazer alguma coisa para reverter é energia elétrica.

Segundo o Gartner, o custo de energia está crescendo muito e já ocupa o segundo lugar na lista de principais custos operacionais na maioria dos data centers.

Sendo assim, o que o Google busca pode não ser uma energia verde, mas sim energia alternativa. Uma que deixe seus custos mais baixos no futuro. No final, ganhamos todos. A lógica da sustentabilidade é justamente essa. Mas daí a pintar alguém de bonzinho, tem um longo caminho.

Fonte: Webinsider

Crianças de hoje mudarão as regras do consumo

Categoria(s): Notícias
Data de Publicação: 19/05/2010

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Escovar os dentes com a torneira fechada. Jogos de tabuleiro que simulam compras de áreas de preservação ricas em recursos naturais ao invés de apenas terrenos. Escolas ensinando o ciclo da reciclagem para crianças de 0 a 6 anos. Estamos diante de um novo cenário onde os futuros consumidores exigirão como diferencial a causa verde. Preservar, reaproveitar e não desperdiçar. Assim, os pequenos de hoje estão sendo preparados para o consumo de amanhã, muito mais consciente e responsável.

O tema ganha novos rumos a cada dia. Tragédias ecológicas são noticiadas e o comportamento do consumidor está em cheque. Por isso, já é possível encontrar escolas que ensinam crianças a terem hábitos sustentáveis. Em alguns casos, os pais se preocupam em criar um “eco-chato”, apelido dado aos defensores da causa verde. Mas não são apenas as escolas. Se antes o Banco Imobiliário incentivava o consumismo desenfreado aos futuros profissionais diante de um tabuleiro, hoje, o mesmo jogo ganha ares sustentáveis.

As marcas do varejo também aderiram à causa que qualifica a educação dos pequenos sobre a proteção ao planeta. A Danone, por exemplo, lançou o Danoninho Para Plantar e salienta a importância do reflorestamento. Apesar da causa ser verde, o comportamento do consumidor entrou em alerta vermelho. 

Crianças de hoje mudarão as regras do consumoBrincando de preservar

Com 73 anos de mercado, a Estrela sempre esteve ligada à educação dos pequenos. Jogo da Vida e Banco Imobiliário estiveram nas prateleiras do quarto da maioria das crianças. Por isso, a cada ano, a empresa realiza de três a quatro pesquisas em grupos para saber o que as crianças estão discutindo, vendo na TV e no cinema. A última experiência resultou no Banco Imobiliário Sustentável.

Além de reforçar a importância de ações sustentáveis, o produto também se adequou à causa. A partir de sua produção, a Estrela eliminou o plástico que envolvia as embalagens do jogo, mesmo com a resistência dos varejistas por conta da violação do produto. Ainda é pouco para que o produto não fique apenas no discurso? A Estrela foi além. As cartas do jogo são feitas de papel reciclado, assim como a embalagem, que agora é envolta em um plástico especial feito em parceria com a Brasken. Até o dinheiro usado no Banco Imobiliário Sustentável não é mais o mesmo. Ao invés das notas, os jogadores utilizam crédito de carbono.

O produto foi lançado recentemente no mercado nacional. Tudo porque até a sua distribuição fazia parte de um conceito sustentável. “Até o ano passado, o Banco Imobiliário Sustentável era negociado apenas no Walmart, que tem projeto mundial de sustentabilidade. Por isso que focamos em apenas uma rede, mas desde abril estamos atingindo todo o mercado nacional”, diz Aires Fernandes, Diretor de Marketing da Estrela em entrevista ao Mundo do Marketing.

Crianças de hoje mudarão as regras do consumoAula verde

Para além dos muros das empresas, a escola tem sido uma ferramenta importante na educação e no desenvolvimento infantil quanto ao consumo consciente. Apesar de pouco alarde, diversos centros de ensino já possuem em sua grade docente aulas sobre sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Em São Paulo, a Materna Escola recebeu o título de Junior Mascot concedido pela Life-Link, instituição sueca que promove ações e projetos ligados à Unesco.

Desta forma, a escola foi reconhecida pelo trabalho ambiental, ações voluntárias e campanhas de arrecadação de alimentos e agasalhos para pessoas carentes de São Bernardo e Santo André, em São Paulo. Além disso, em 2003, a Materna recebeu o selo ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental, passando a ser a segunda escola infantil no mundo a possuir este selo – a outra instituição de ensino está localizada na Austrália.

Essencialmente, o trabalho feito pela escola é baseado em tratamento de resíduos e coleta seletiva, reutilização de material, não uso de material inerte e reaproveitamento de alimentos. A iniciativa mostra aos pequenos alunos que os resíduos orgânicos podem ser reaproveitados. A Materna contratou uma empresa para que estes resíduos sejam tratados e transformados em adubo para a horta orgânica da instituição.

Crianças de hoje mudarão as regras do consumoEnsinamento consciente

Se antes plantar um feijão com algodão junto com a “tia” da escola parecia divertido, os pequenos alunos de hoje aprendem com instrumentos ainda mais interativos. “Aqui, o aluno cultiva, depois cozinha, e o que sobra vira adubo. Ele fecha o ciclo de forma básica e simples entendendo o que é ser consciente”, explica Adriane Imbroisi, Diretora da Materna Escola ao site.

A educação ambiental dada às crianças torna-se mais eficiente porque, de acordo com Adriane, trata-se de inserir um conceito em uma “folha em branco”. Apesar disso, alguns pais de crianças entre zero e seis anos já percebem o comportamento verde dos pequenos. “Quando eu era jovem não me preocupava em fechar a torneira ao escovar os dentes. Os pequenos de hoje já têm hábitos diferentes. Uma vez vi um aluno dando uma bronca na avó por causa de desperdício. Uma outra vez, um pai disse que tinha medo de nós estarmos criando um ‘eco-chato’, afirma Adriane.

A vocação por projetos sustentáveis nasceu junto com a escola, em 1997. Há três anos foi inaugurada a nova unidade do Materna, em Santo André, com o mesmo sistema. Porém, ano passado a escola foi além e desenvolveu uma grande cisterna para captar água da chuva e reutilizá-la. “Não preservaremos o planeta se não fizermos as pequenas ações”, acredita a diretora do Materna.

Reciclando ideias

O Colégio São Luiz é mais um que se preocupa em preservar o planeta por meio de seus novos alunos. O projeto Recarga Verde promove a coleta de pilhas e baterias de celular nas dependências do colégio. Para reunir todos os insumos trazidos pelos alunos, a escola conta com um latão onde, uma vez por semana, todo o lixo recolhido é colocado. Até a epidemia da gripe suína do ano passado está abalando o sistema sustentável. Isto porque o Colégio São Luiz teve que se adequar às normas e oferecer água aos alunos em copos descartáveis.

Para evitar a contradição, a instituição já tomou providências. E verdes. Aproveitando o ensejo para dar tarefas extras aos pequenos alunos. “Realizamos oficinas para reaproveitar materiais e ensinar as crianças a fazerem jogos e vasos de planta anti-dengue. Criamos alternativas para melhorar a consciência deles na prática”, aponta Ana Cristina Marra, coordenadora do período integral do Colégio São Luiz.

Em 2010, o Colégio São Luiz desenvolve o Projeto Água com um grupo infantil. O objetivo é apresentar práticas para não desperdiçar nada. “Ensinamos a não gastar muita água ao escovar os dentes e a usar a frente e o verso das folhas do caderno. Quanto menor a criança, mais ela assimila o conceito”, aponta Ana.

Crianças de hoje mudarão as regras do consumoAlimentação sustentável

Há duas décadas, era comum nas turmas de jardim de infância a plantação de feijão em embalagens de Danoninho. Hoje, a própria Danone facilitou um pouco as coisas. Com o Danoninho Para Plantar, a marca oferece – além do produto – oito tipos diferentes de sementes para plantio na embalagem do iogurte. Além disso, as embalagens oferecem um código para criar uma árvore virtual no site do produto.

O processo de mudança está em andamento. A educação está sendo feita desde cedo. Com o engajamento cada vez maior das escolas e a mudança de comportamento desde criança, o mercado vai se deparar com futuros consumidores bem diferentes do que as empresas estão acostumadas a vender. Resta saber se elas estarão preparadas.

Fonte: Mundo do Marketing

Garrafa Pet vira Papel Sintético

Categoria(s): Notícias, Soluções Inovadoras, Sustentabilidade
Data de Publicação: 15/05/2010

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A garrafa PET de refrigerante usada hoje pode se transformar em caderno amanhã. Uma equipe de cientistas brasileiros criou o primeiro papel sintético do mundo, feito com base em plásticos reciclados.


DETRITOS_Coelho, presidente da Vitopel, diz que a engenhosidade está em aproveitar todos os tipos de plástico na produção

Quem estudou usando livros de segunda mão sempre sonhou com folhas que não rasgam, não molham e que, de quebra, ainda podem ser lavadas. Demorou, mas um papel assim já foi inventado – e por brasileiros. Durante dois anos, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e engenheiros da Vitopel, fabricante de embalagens, ambas do interior paulista, buscaram um jeito de reciclar os refugos de produção da empresa, instalada nas cidades de Votorantim e Mauá (SP). Foi assim que acabaram por descobrir a receita do Vitopaper, um papel sintético feito de lixo plástico, mas com aparência e toque do papel-cuchê. Fruto de um investimento de US$ 4 milhões da Vitopel e de um aporte da Fapesp, fundação de apoio à pesquisa, a invenção foi patenteada e pode ser vendida ou produzida pela companhia em qualquer parte do planeta.

Apesar de ser plástico, o novo papel permite a escrita a lápis e caneta, além da impressão em gráficas. Pode ser usado na fabricação de livros, outdoors e banners, e também na confecção de material de papelaria. Além de reunir todas as condições para ganhar as aplicações normais, o novo papel tem algumas vantagens. Uma delas é a ambiental: para cada tonelada produzida, 850 quilos de lixo plástico deixam de chegar aos aterros sanitários e pelo menos 30 árvores ficam de pé. “Além disso, consome menos água e energia na fabricação”, afirma Sati Manrich, especialista que trabalhou na pesquisa na UFSCar. Mais resistente e durável, o papel feito de lixo economiza 20% em tinta durante a impressão e pesa 40% menos.

A engenhosidade dos pesquisadores consistiu em aproveitar todos os tipos de plástico, conhecidos por siglas. Garrafas de refrigerante (PET), frascos de óleo de cozinha (PVC), tapetes infantis (EVA), sacos para alimentos (PP) e sacolas de supermercado (PE) entram juntos num triturador, são higienizados e se transformam em matéria-prima para a Vitopel. O projeto só deslanchou porque as diferentes variedades puderam ser usadas conjuntamente. “Não é viável a separação dos diferentes materiais no processo de coleta seletiva”, afirma José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Vitopel. Uma das restrições do papel sintético feito de lixo é o uso em embalagens para alimentos.

A Vitopel planeja produzir 30 mil toneladas por ano do novo papel. Por ironia, a dificuldade hoje tem sido obter quantidades suficientes de detritos. A rede de cooperativas encarregada de recolher o lixo precisa agora garantir dois aspectos essenciais ao processo industrial: a regularidade no fornecimento e o volume.

Autor: Karla Spotorno
Fonte: Época Negócios